CARNAVAL

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023


Sim! Sou foliona! Adoro carnaval! O som do batuque dos blocos, as baterias das escolas de samba,  os passistas com suas coreografias fantásticas fazendo parecer fácil deslizar os pés e dançar! Também o bonito trabalho dos carnavalescos e seus ajudantes criando todo um mundo mágico e esplendoroso a partir do tema escolhido para o seu samba enredo!  Fico maravilhada com o resultado desse conjunto de pessoas que amam e fazem acontecer o carnaval!

Sabia que gostar de carnaval era uma herança materna, mas quando descobri que a família do papai também era foliona foi uma alegria e daí confirmei e justifiquei a minha paixão pela festa de Momo: foliona de pai e mãe! 

Quando da postagem anterior sobre o Rancho Carnavalesco Rouxinóes, revendo o acervo de fotos e documentos passeei por registro dos Altomar e dos Scanapieco em tempos de folia. E registros meus e da Alcione junto com primos e amigos curtindo o reinado momesco cheios de alegria.  Não havia me dado conta de que já estamos a poucos dias do Carnaval 2023 e hoje, quando da janela do meu quarto aqui em Curitiba ouvi o batuque de um bloco foi que me atualizei.  Então, em homenagem aos foliões de ontem e de hoje posto algumas fotos :




Tia Celina, papai e tia Jurema. Elas de ciganinha e ele de capitão de fragata.   Segundo informações da tia Jurema era minha avó Carmelia quem fazia as fantasias e era muito animada com a festa do carnaval.   Carnaval de 1933.  Foto feita no Studio Fotográfico de Giuseppe Marsicano, o Beppe, nos fundos do sobrado da família na Av. dos Andradas ao lado da Capaela de São Roque. 
Foto colorizada. Nesta aparece uma amiguinha das tias Jurema e Celina.  Esta foto foi feita em frente a garagem da casa da rua Santo Antonio, 179  possivelmente pelo Beppe.



Mais uma versão de ciganinhas.  Tia Jurema e tia Celina em um tempo em que o uso do Lança Perfume era permitido e usado apenas para a brincadeira de acertar os foliões com jatos de perfume.  E olhando mais atentamente pra essa foto me encantei com os sapatos da tia Celina!!!!!     Data provável, década de 1940.  Foto feita no Studio Fotográfico do Beppe.

Tia Celina, vestida de boneca, tio Alcides montado num cavalinho e fantasiado de palhaço (coisa mais linda) e tia Jurema disfarçada de homem fantasiada de pirata.  Início da década de 1940, foto feita no Studio do Beppe.

Minha prima Carmelinha, filha do tio Bernardino (Nico), fantasiada de baianinha (linda). Foto de Beppe, ano 1938.

Carmelinha, tio Alcides e Danilo.
Data provável meados da década de 1940

Grupo de ciganinhas!!!  Amiguinhas da tia Celina (segunda da direita para a esquerda da foto, na fila de trás) e Carmelinha , primeira à direita da foto na frente.   Data provável final da década de 1940.



Rua Santo Antônio, 179 - Casa da Família Scanapieco tendo à frente o carro do vô Antonio.  Da esquerda pra direita da foto tio Alcides, Danilo, Antonio José e papai elegantemente vestido e o tio Nico na direção do veículo.  Com certeza se preparando para o desfile do corso pelas ruas da cidade.  Data provável final da década de 1940.


Tio João,  Antonio José, tio Alcides e Danilo. Final da década de 1940.



A família Scanapieco estava diretamente ligada a Escola de Samba Turunas do Riachuelo pela sua proximidade de endereço e pela participação do tio Nico junto aos componentes da diretoria e demais participantes da Escola.  Tinhamos uma foto do primeiro carro alegórico da Escola em frente a oficina de marcenaria do sr. Arlindo Dore, na rua Santo Antonio ao lado da casa dos Scanapieco.  Essa foto foi mostrada a algumas pessoas pelo tio Alcides, seu guardião na época mas não conseguimos mais encontrá-la no acervo da família. Restou a de um  encontro comemorativo mas, sem data.

Sentado à direita da foto, de terno escuro, quase na cabeceira da mesa está meu avô Antonio Scanapieco tendo atrás dele meu pai Adalcino.  E à esquerda da foto sentados bem na frente estão o Sr.Arlindo Dore e seu filho Darci.




A família Altomar era, e ainda é, movida pela alegria, música e dança. O Rancho dos Rouxinóes deu início a essa grande afinidade com o carnaval mas com o passar do tempo Sr. Chiquinho e família transformaram-se em espectadores dos folguedos de Momo. A localização da loja Calçados Altomar, na Avenida Rio Branco em  frente ao Parque Halfeld e entre as ruas Marechal Deodoro e Halfeld foi  perfeita para que a família tivesse onde se reunir para apreciar a passagem dos blocos, dos corsos e mais tarde, das escolas de samba.  As escadinhas usadas pelos funcionários da loja para alcançar as caixas de sapatos nas preteleiras mais altas se transformaram em arquibancadas para que a meninada Altomar pudesse subir e não ter a visão prejudicada durante a passagem das agremiações pois formava-se um cordão de pessoas ao longo da linha do bonde para também assistir a festa.   Essa lembrança é muito forte na minha memória como também a roda que fazíamos no hall da loja,  todos fantasiados e no meio o tio Pedrinho, tio Raminho e tio Neca tocavam bumbos, chocalhos e cantavam musicas de carnaval ao som do acordeon do tio Quilila . Muito confeti e serpentina e também (ainda era permitido) lanças perfume e bisnagas de água que os tios jogavam em nossas pernas e pescoços em meio a muita risada, dança e cantoria. Terminada a brincadeira  o pessoal ia embora mas nós, mamãe, papai, Alcione e eu íamos para a entrada do Clube Juiz de Fora. Ficávamos bem próximos a porta principal e lá assistíamos deslumbradas a um verdadeiro desfile de fantasias, algumas tipo as do Municipal no Rio de Janeiro.  Era o Baile de Carnaval do clube com desfile de fantasias e premiação aos primeiros tres colocados.  Assim que o baile começava, quase mais ninguém pra entrar então íamos pra casa, sonhando muitas vezes que éramos alguma daquelas mulheres lindas vestidas com plumas, brilhos, sedas e cetins.  Uma pena que naquele tempo não tinhamos a facilidade de hoje que com um simples toque no celular registramos o momento , compartilhamos e guardamos em uma pasta especial.  Mas, minha memória me favoreceu em conseguir guardar muita coisa em suas caixas de arquivo e poder contar e compartilhar com voces.


Propaganda de uma das marcas de lança perfume da época de 1930



Rancho Carnavalesco Rouxinóes, Av. Getúlio Vargas, ano 1935.  Nesta foto estão Vô Chiquinho, Dindinho, bisavô Dâmaso, Miguel Crocco, Arlindo Mauller, tioo Costa e em cima do carro as crianças Marucha (fillha da tia Aurélia, irmã do vô Chiquinho), mamãe, Neca e outros que não me lembro os nomes.   


Carnaval de 1924, Dindinho vestido de mulher acompanhado de um tio seu.


Carnaval, década de 1940.
Tio Neca, tio Quilila, o primo Dacler, mamãe e na frente tio Didi e tia Zizinha. Em frente ao mural do Parque Halfeld, pela rua Santo Antonio. Hoje ele se encontra colorido.

Da direieta para a esquerda da foto, Betinho Altomar e os irmãos Terezinha e Aristides.  Foto sem data.

Aristides, Terezinha e Roberto Altomar. Foto sem data.


Terezinha Altomar.  Foto sem data.


Selmar Luiz fantasiado de pirata brincando de velocípide no quintal da casa dos Altomar na Rua dos Artistas, 56, Morro da Glória.


Tio Pedrinho e Selmar Luiz fantasiados de piratas, no quintal da rua dos Artistas,56, Morro da Glória.

Av. Rio Branco, 2145 - loja dos Calçados Altomar ( o prédio mais baixo, com o toldo claro)
Na foto acima, a saudosa loja Calçados Altomar, nosso ponto de encontro para as festas de Momo.

Antes de irmos para a loja, os netos Altomar se reuniam na Casa do vô Chiquinho e vó Adelaide na Rua Olímpio Reis, 209. Data provável início da década de 1960.
Na frente, da esquerda para a direita da foto, Elizabeth, Alcione e Lúcia Helena. Agachado, Carlos Henrique. Na fila de trás, Silvinha, Lucínia e Lucimar e mais atrás, Irene com Adelaide no colo, Paulo Sérgio com Flavinha no colo e não sei quem com a Cristina no colo. Agachado na minha frente um dos filhos do Ubirajara Fernandes, irmão da tia Guaraciaba.  Acredito que é o Guttemberg.

Esquenta para o desfile da Escola de Samba Feliz Lembrança.     Maria Iracema, Alcione e eu na  Ala do Berré. Década de 1970.
Alcione , Chiquinho e eu no jardim da nossa casa, Luiz Perry no esquenta para o baile carnavalesco do Sport Clube onde chegávamos antes da orquestra começar a tocar e só saímos depois do último acorde!  Década de 1970.
Esquenta para o desfile da Escola de Samba Feliz Lembrança.  Alcione não quis sair. Minha primeira vez na Avenida Rio Branco realizando o sonho de desfilar em uma escola de samba e bem na ala após a bateria.  Foi tudo maravilhoso! Eu e o amigo Rogério da turma dos Acadêmicos do Manoel Honório.Década de 1970.


O quarteto mais animado dos bailes carnavalescos do Sport Clube Juiz de Fora.  Maria Iracema, eu, Alcione e Ina Lúcia.  As fantasias eram costuradas pela tia Zizinha e as pinturas e acabamentos eram por minha conta. O modelo era decidido entre as quatro, por votação. Década de 1970.
  
Ina Lúcia, Maria Iracema ( prima Scanapieco, que vinha de São Paulo todos os anos pra brincar o carnaval conosco), Alcione e eu. Sport Clube Juiz de Fora, década de 1970.

Este ano o quarteto de fantasias virou um trio, mas estávamos juntas na alegria.  Ina Lúcia (amiga-irmã, amizade desde os 04 anos de idade), Alcione, Maria Iracema e eu. Década de 1970. Sport Clube Juiz de Fora.

Mais uma vez, o quarteto variou nas fantasias.  Eu e Alcione e Ina Lúcia, que não saiu na foto, fomos de cigana e a Maria Iracema usou a fantasia de palhaço que eu havia feito para um amigo. Década de 1970. Sport Clube Juiz de Fora.
O quarteto fantástico com Maria Iracema à paisana (decidiu vir pra Juiz de Fora muito perto da data do carnaval e não deu tempo de fazer a fantasia), eu, Ina Lúcia e Alcione. Década de 1970.  Sport Clube Juiz de Fora.
E eles, papai e mamãe sempre nos acompanhando. Às vezes ele ia embora mais cedo mas a mãe, ficava até o fim. Com sua mochilinha com lanche, agasalhos e com certeza uma enorme animação  (afinal foi criada dormindo num cantinho do salão de ensaios do Rancho Rouxinóes pois a vó Adelaide não perdia por nada.)   Década de 1970. Sport Clube Juiz de Fora.


Minha estréia na Banda DAKI. Década de 1970, Rua Halfeld em frente ao Cinema Central.


"Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu..."  OPSSSS!  Atrás da Banda DAKI !!!!!! E outros eventos durante o Reinado de Momo!

Alcione, eu e Alessandra Siano.  Década de 2010.

Eu, a amiga e antiga vizinha da Rua Santo Antonio, Júlia Maria e Alcione.  Década de 2010, Praça da Estação.
Da janela do apartamento dos tios Alcides e Angela na Rua Barão de Cataguases, esquina com Av. dos Andradas, o Simón (marido da Alcione) nos fotografou no cortejo de foliões da Danda DAKI.  Eu e Alcione. Década de 2010. Av. dos Andradas.
Com mais uma foliona, Ina Lúcia, seguindo o cortejo carnavalesco da Banda Daki.  Foto tirara por Simón, do apartamento do tio Alcides na Rua Barão de Cataguases com Av. dos Andradas.  Década de 2010.




01/03/214 -   Aconteceu o Baile Carnavalesco da Jardineira na nossa casa na Av.Perry, pra comemorarmos o aniversário da mamãe.  Família quase toda presente, fantasiados e animadíssimos.







Em fevereiro de 2015 fui conhecer um pouquinho da Itália convidada pela minha filha Luciana.  Já no final do mes chegamos a Veneza em pleno Carnaval !  Foi um deslumbre conhecer de perto o famoso Carnevale di Venezia com suas fantasias luxuosas e lindas, suas afamadas máscaras e vivenciar um espetáculdo muito diferente do nosso aqui no Brasil. A começar pelo clima: aqui, pleno verão e lá um inverno por vezes rigoroso. Valeu cada minuto! Mas isso é história pra uma próxima postagem. Compartilho com voces um pequeno registro dessa experiência fantástica !

Grupo de foliões venezianos fantasiados de personagens da história de Alice no País das Maravilhas.  Eu, Chapeleiro Maluco,o Coelho Branco e seu relógio e algumas cartas de baralho.  Veneza, fevereiro de 2015.

Piazza San Marco com um público de várias etnias apreciando a passagem de muitos foliões às vezes com fantasias tradicionais, outras vezes com críticas políticas ou com personagens apenas divertidos e lúdicos.  É o verdadeiro esírito do carnaval que traz a oportunidade de vivenciar uma outra realidade por detrás das máscaras e fantasias.   Evoé MOMO!!!!!
Veneza, eu e Luciana. Fevereiro de 2015.

Uma das muitas maravilhosas lojas e ateliers de máscaras!  Para todos os tipos e gostos.  Veneza, fevereiro de 2015.


OBS:  todas as fotos são do meu acervo particular.

















































 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022


Rancho Carnarvalesco Rouxinóes.


Pessoal, apenas pra não encerrar o ano devendo uma satisfação ao primo Rafael, filho da Lúcia Helena e neto do tio Licinho, estou postando aqui, sem revisão, sem diagramação, mas comprometendo-me a fazer isso assim que possível um pouco da história do Rancho Rouxinóes, criado pelo meu avô Francisco Altomar, seu sogro Dâmaso Machado do Rocha, seus cunhados José Júlio da Rocha e Miguel Crocco e mais um grupo de amigos.

Quis enviar antes do Natal como um presente do Papai Noel  mas como não estou em Juiz de Fora e boa parte do acervo ficou lá, vali-me do que tenho arquivado em HD.

Mas tenho certeza de que vão apreciar e ficar com vontade de saber ainda mais.

Então, divirtam-se e apreciem a história!


Curitiba, 29 de dezembro de 2022

22:06h.

 


18 de janeiro de 1926 –

Francisco Altomar , Dâmaso Machado da Rocha, Antônio Costa, José Júlio da Rocha, Francisco Cesário, dentre outros, reunem-se na oficina de sapateiro de Miguel Crocco, na Rua de Santa Rita, 512, em Juiz de Fora (MG),para discutirem assuntos referentes a fundação do Rancho Carnavalesco “Rouxinóes”.

 


 

(Parte da Diretoria fundadora do Rancho Carnavalesco Rouxinóes - José Júlio da Rocha - Dindinho (irmão de Adelaide Altomar), Francisco Cesário - Tio Chico ( cunhado de  Francisco Altomar) e Franciso Altomar, patriarca da família Altomar, a nossa família) 


As cores, roxo e amarelo, iriam representar o Rancho durante os folguedos de Momo.  Uma diretoria foi composta e era hora de colocar mãos à obra para que no prazo previsto  para o desfile, tudo estivesse a contento e não se poderia perder tempo pois fevereiro já batia à porta.  Providências deveriam ser tomadas. A primeira delas era contar com os simpatizantes e recolher deles contribuições que seriam angariadas mediante a assinatura no Livro de Ouro  e também, criar um corpo de associados que com suas participações mensais formariam o montante necessário para que o o Rancho pudesse adquirir  material e confeccionasse as fantasias, estandartes e carros alegóricos que iriam abrilhantar o desfile .

 


 

As famílias dos diretores e associados participavam e colaboravam da melhor maneira possível na tarefa de ajuda no barracão. Os sapateiros Francisco Altomar e Miguel Crocco confeccionavam os calçados enquanto suas esposas Adelaide da Rocha Altomar e  Aurélia Altomar Crocco (fotos) , junto a outras senhoras e senhoritas ajudavam , costurando e bordando as  fantasias e estandartes que por sua vez eram idealizadas pelo artista plástico José Júlio da Rocha (foto), irmão de Adelaide.   A montagem dos carros  alegóricos, estandartes, torre de iluminação e pirografia ficava a cargo do pai de Adelaide, Sr. Dâmaso Machado da Rocha e que podia ser chamado de “Sr. Faz Tudo” pois além da profissão de serralheiro entendia e exercia muito bem outras tantas habilidades profissionais e artísticas.  Contava com a ajuda prestimosa de um grupo de amigos e colaboradores anônimos para deixar a estrutura alegórica pronta para receber a cobertura em “papier-machê” e outras técnicas que seu filho José Júlio da Rocha  dominava muito bem e executava com maestria fazendo tudo com muito carinho e capricho. Contava também com o apoio de alguns artistas plásticos que com suas palhetas em punho, ajudavam a dar cor e brilho aos carros.

Neste ano da fundação o Rancho sairia às ruas com um número considerável de participantes para fazer a sua apresentação e dizer ao povo que a partir daquela data, marcaria presença nos folguedos carnavalescos e viria com muita garra e determinação brindar o público com arte e alegria além de tentar com sua vibração, conseguir a vitória nos desfiles.  Para dar o toque final e imprescindível ao desfile, a música tinha que estar muito em concordância com o enredo escolhido e aí entrava a louvável participação de Antonio Costa, genro do Sr. Damaso, que morava no Rio de Janeiro mas, sempre, às vésperas do carnaval vinha para Juiz de Fora para servir ao seu Rancho do coração. Homem letrado e ligado à musica principalmente por ser amigo de grandes nomes do cancioneiro popular da década de 20 , compunha a marcha principal para o desfile e usava o codinome de “Conde D’Is”.  Outras melodias eram entoadas durante o trajeto do desfile e Adelaide Altomar também dava o seu toque de compositora e compunha e musicava versos que os componentes entoavam com muito entusiasmo.

 “Rouxinóes” ganhou a  simpatia da cidade e consequentemente, mais adeptos.  O entusiasmo cresceu e o trabalho de arrecadação de verbas recomeçou  para que o próximo carnaval  fosse um sucesso!  O primeiro passo foi a promoção de “Chás Dançantes”,

 


 


 

 

E torneios Esportivos entre as agremiações co-irmãs.  A venda de convites para os Chás e as inscrições  para o Torneio foram engrossando os cofres Rouxinolinos e neste ano o Livro de Ouro obteve uma ajuda considerável e nomes do comércio, indústria e sociedade de Juiz de Fora marcaram  presença com suas assinaturas .


Chega o ano de 1927!

Marcha e hinos compostos e na ponta da língua!. Músicos muito bem ensaiados – dentre muitos, alguns militares das Bandas do 2o. Batalhão de Polícia Militar e do 10o. BI. O corpo de bailado com coreografia treinada e Francisco Altomar  assume o posto de baliza da Porta Estandarte, missão que executa com maestria e elegância. Carros alegóricos prontos. Todos a postos,  só falta acender os fogos de artifícios e fazer soar os clarins para saudar o público e anunciar que passará em desfile toda a alegria, emoção e encantamento dos corações roxo e amarelo.  Aplausos, elogios e lá se vai o préstito pelas ruas Halfeld, Av. Rio Branco, Marechal Deodoro, Batista de Oliveira, enchendo o ar de melodia e realização do sonho de todos que batalharam para o sucesso do desfile.

 

Ano de 1928 e o “Rouxinóes” traz para as ruas uma comitiva de astros celestes para brincar o carnaval.

 


 

 Durante os três dias de folguedo, várias canções são entoadas pelos participantes da agremiação contagiando seus admiradores e seguidores. A canção “Rouxinóes” que vem à frente saudando o público é de autoria de Lord Flumen (letra) e Lord Eufranio (música).


 

 O desfile acontece como sempre, com sucesso e em meio ao aplauso do público que vibra com o baliza Francisco Altomar que tendo nas mãos um leque, faz uma linda coreografia prestigiando a Porta Estandarte que conduz com garbo , elegância e graça  o pavilhão do Rancho.

 Mais um carnaval termina e a rotina profissional e doméstica toma conta dos foliões e cada um segue o seu rumo durante o ano em curso, cuidando de seus afazeres até que Momo bata  novamente à porta!  Mas, enquanto isso, é preciso continuar o trabalho de arrecadação de verbas para o próximo ano e aí, recomeçam os chás-dançantes. O convite conclama a sociedade !

 


 

1929 – Ano de vitória!

“Rouxinóes” é o grande campeão do desfile de Ranchos !

Entusiasmados os foliões comemoram e os jornais noticiam.

 


 


 


 


 


 


 

 

Em 1930 e o grande poeta Olavo Bilac é o homenageado.

De suas obras, a “Tríade – Panóplias, Sarças de Fogo e Via Láctea” foi  escolhida.

Conde D´Is foi o autor da letra e melodia a ser entoada pelos foliões.  E na fantasia do enredo estarão os Fardões da Academia Brasileira de Letras vestindo os arautos montados em garbosos cavalos e tocando os clarins para abrir passagem ao préstito Rouxinolino.

 


 





 


1932





 

 

 

1935



 






Diretoria dos Rouxinós em 1935

 

1936


 


 


 


 



 

Em novembro de 2009, consegui contato com o Sr.José de Souza quqe foi o último presidente dos Rouxinóes já no começo de 1970. Sob seu comando o Rancho ainda se apresentou pela avenida Rio Branco e eu me lembro de te-lo assistido. Quando da visita à sua casa sr.José me brindou com os guardados do Rancho e entre eles, estandartes, faixas (produzidos pelo Dindinho - José Júlio da Rocha, todos com a sua assinatura), a fantasia usada por ele e o último livro de registro de atas do Rancho. Generosamente me fez doação de todo esse material que se encontra devidamente embalado e guardado comigo, esperanco a oportunidade de montarmos uma exposição para honrar os artistas que fizeram brilhar os olhos e acelerar o coração dos Rouxinilinos durante os saudosos carnavais das décadas de 20,30,40,50,60 do século passado.

 



 


Inclusive me entregou também uma fita K7 com a gravação da marcha-rancho em homenagem a Getúlio Vargas.